O início de 2026 foi marcado por uma grande introdução de pessoas no mercado de trabalho. Segundo dados oficiais do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o Brasil criou 112.334 vagas de emprego com carteira assinada em janeiro. Esse salto foi impulsionado, sobretudo, pela alta na indústria e em setores tradicionais como construção civil, serviços e agronegócio.
Indústria lidera geração de empregos e abre espaço para jovens
Em janeiro, a indústria criou 54 mil novos postos formais, representando quase metade do saldo positivo. Esse desempenho se refletiu em oportunidades para quem busca o primeiro emprego ou deseja migrar para áreas técnicas e produtivas. Importantes polos industriais de Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul registraram os maiores volumes de admissões, ampliando o leque de oportunidades para diferentes regiões.
No agronegócio, a produção de soja e maçã concentrou parte dos contratos, mostrando que a diversificação e os ciclos agrícolas continuam relevantes para empregos ofertados fora dos grandes centros urbanos.
Setores de destaque: quem mais contratou e quem reduziu vagas
A construção civil também ampliou seu quadro, seguida pelo setor de serviços. Já o comércio registrou fechamento de 56 mil contratos. Historicamente, esse ajuste ocorre sempre no início do ano, devido à redução da demanda após festas e férias.
Apesar da retração comercial, a tendência geral se manteve positiva: 18 estados apresentaram saldos crescentes, com Santa Catarina liderando nacionalmente, somando mais de 19 mil novas contratações formais só em janeiro.
Adolescentes, jovens e mulheres ganham espaço no mercado de trabalho
O saldo de janeiro reflete avanços para faixas etárias e perfis diferentes. Segundo o Ministério do Trabalho, 111 mil dos novos contratos partiram de adolescentes e jovens até 24 anos. Os números derrubam antigos estigmas sobre a inserção de jovens no regime CLT.
Entre recortes de gênero, homens conquistaram 94 mil das vagas criadas, e mulheres, 17 mil. Embora o número de contratações ainda seja desigual, qualquer crescimento mostra oportunidade para negociações salariais e desenvolvimento de habilidades específicas em tempos de recuperação.
Salário médio sobe e efeito pode se ampliar até 2026
O salário médio real de admissão chegou a R$ 2.389,78, valor R$ 77 superior ao registrado no mês anterior. A tendência de crescimento ganha força se houver ajuste na taxa de juros ao longo do ano, segundo o ministro Luiz Marinho.
O Ministério do Trabalho projeta que o desempenho positivo do início de 2026 tende a se repetir, caso fatores externos, como o conflito no Oriente Médio, não interfiram diretamente na economia nacional.
Empregos ofertados: orientações práticas para sua busca
- Pesquise áreas com alta contratação: Indústria, construção civil e serviços continuam criando oportunidades no cenário atual.
- Acompanhe anúncios do Novo Caged: O órgão detalha mensalmente vagas, perfis profissionais e regiões em alta.
- Amplie sua qualificação: Jovens de até 24 anos se destacam na conquista de vagas, mostrando a importância de investir em cursos técnicos e formação continuada.
- Negocie a partir do novo salário médio: Use o valor de R$ 2.389,78 como referência ao avaliar propostas de emprego e planejar sua recolocação.
- Monitore oscilações do comércio: Se sua área envolve vendas, planeje mudanças sazonais e períodos de férias para minimizar impactos de fechamento de contratos.
O que esperar do mercado de trabalho em 2026
As projeções indicam um cenário otimista para quem deseja conquistar novas vagas ao longo de 2026. Com política de juros adequada e expansão setorial, existe potencial para repetir ou superar o saldo de 1,28 milhão de contratações do ano anterior.
Para além dos dados, o fundamental continua sendo acompanhar quais setores apresentam maior estabilidade e investir em capacitação. Conquistar um espaço no mercado formal exige preparo e atenção para mudanças que nem sempre dependem só da economia global.

Perguntas frequentes
Quais setores mais geraram empregos em janeiro de 2026?
O setor industrial liderou a criação de empregos, seguido pela construção civil, serviços e agronegócio. O comércio enfrentou queda no período.
Jovens têm mais chances de conquistar empregos ofertados neste ano?
Sim, a maioria das novas vagas formais foi preenchida por adolescentes e jovens de até 24 anos, evidenciando a busca ativa por esse perfil no mercado.
Qual foi o salário médio de admissão em janeiro?
O salário médio real de admissão em janeiro alcançou R$ 2.389,78, com aumento de R$ 77 em relação ao mês anterior.
Mulheres estão ganhando mais espaço nas novas contratações?
Apesar de ocuparem menos vagas em relação aos homens, o número de contratações femininas avançou em janeiro, mostrando crescimento neste segmento.
Como me manter informado sobre o mercado de trabalho de 2026?
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