O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou, em entrevista realizada em 8 de abril de 2026 no Palácio do Planalto, que o Governo Federal enviará um Projeto de Lei ao Congresso Nacional para pôr fim à escala 6×1 no país.
A medida, segundo Lula, busca garantir que trabalhadores não tenham redução de salário com a mudança, tema que gerou debate nacional e terá impacto direto em empresas e profissionais de diversos setores. O anúncio foi feito durante conversa com os jornalistas Eduardo Moreira e Leandro Demori, do ICL Notícias.
A proposta, segundo o chefe do Executivo, pretende alterar a rotina estabelecida pela escala 6×1, adotada atualmente em muitos segmentos do mercado de trabalho brasileiro, com a expectativa de aprovação pelo Congresso Nacional.
“A gente vai conseguir. Inclusive, estou mandando o Projeto de Lei esta semana para o Congresso Nacional. Então, nós vamos votar e vamos aprovar. Eu tenho certeza de que vai aprovar”, afirmou Lula, conforme apuração inicial do ICL Notícias.
Lula esclareceu que a meta da administração federal é garantir a redução dos dias trabalhados consecutivos, sem afetar direitos trabalhistas e mantê-los conforme estabelecido pela legislação. Não há, de acordo com o pronunciamento, indicação de perdas salariais vinculadas à proposta.
Detalhes da proposta e pontos centrais do governo
Conforme o próprio presidente destacou, a intenção do projeto é assegurar que trabalhadores tenham redução do tempo dedicado ao emprego sem prejuízos financeiros, valorizando os avanços tecnológicos e o aumento de produtividade. Lula mencionou que a tecnologia permite maior eficiência produtiva e, assim, mais ganhos para o trabalhador, mesmo com menor tempo de serviço semanal.

O presidente reforçou que o foco será na adaptação das regras às necessidades de diferentes categorias profissionais. A negociação coletiva poderá ser considerada em setores específicos, de acordo com as condições de trabalho e as peculiaridades de cada área. Lula disse ser necessário preservar uma margem para negociações, evitando rigidez em setores que dependam de escalas diferenciadas.
Sobre os benefícios, Lula afirmou ao ICL Notícias que o trabalhador ganharia tempo para se dedicar a estudos e atividades pessoais, além de buscar qualificação para melhores oportunidades no mercado de trabalho. Essa expectativa está alinhada com demandas por melhor equilíbrio entre atividade profissional e vida privada.
Impactos esperados para os trabalhadores e setores produtivos
A medida pode gerar mudanças na rotina de milhões de trabalhadores sujeitos à escala 6×1, principalmente na indústria, comércio e serviços. O presidente destacou que mudanças desse tipo geralmente promovem melhores condições de descanso, lazer e desenvolvimento pessoal, especialmente para a juventude, que busca mais tempo fora do trabalho remunerado.
Ainda segundo Lula, a proposição da reforma deve considerar a importância dos avanços tecnológicos no aumento da produtividade. O uso ampliado de automação e ferramentas digitais teria permitido, na visão do governo, a realização de tarefas que antes exigiam mais horas ou jornadas maiores, possibilitando agora a redução da escala sem prejudicar resultados empresariais ou salários.
Negociação setorial e adaptação por categoria
Lula deixou claro que o Projeto de Lei não pretende impor regras idênticas para todos. Delegados sindicais e representantes empresariais poderão negociar ajustes nas regras propostas, visando proteger especificidades de determinadas funções e setores.
Situações de categorias diferenciadas, como plantonistas de setores essenciais, seriam tratadas de forma apartada, segundo a fala do presidente. A resposta do parlamento e das entidades envolvidas ainda depende do conteúdo final do Projeto, que será avaliado por deputados e senadores nas próximas semanas.
Contexto político e histórico da escala 6×1 no Brasil
A escala 6×1 consiste em seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso, com amparo legal na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O modelo é aplicado especialmente em serviços contínuos e setores que exigem funcionamento ininterrupto. O debate sobre a revisão da escala ocorre em meio a demandas por melhores condições laborais e atualização dos direitos trabalhistas no país.
O Governo Federal, ao propor o fim da escala 6×1, sinaliza intenção de alinhar a política trabalhista aos avanços econômicos, tecnológicos e às necessidades sociais detectadas em 2026. Lula declarou que a adoção de um novo modelo de desenvolvimento pode impulsionar o crescimento econômico com mais inclusão e equilíbrio para os profissionais brasileiros.
Conforme afirmou o presidente na entrevista ao ICL Notícias, o Congresso Nacional deverá analisar o Projeto de Lei nas próximas semanas, cabendo ao Legislativo aprovar, rejeitar ou ajustar o texto conforme o debate entre partidos e categorias envolvidas.
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